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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Zonas Industriais e um Apelo Solidário

É com agrado que observo a ampliação das Zonas Industriais do Concelho, algo fundamental que só peca por tardio, visto que, estas expansões já deveriam ter decorrido há largos anos. É lamentável que, numa altura em que o investimento é tão escasso, empresários tenham de esperar pela disponibilidade de um lote, para efectuar um investimento, segundo foi mencionado em algumas assembleias municipais.

Contudo, olhando para os planos de pormenor publicados em Diário da República existem alguns pontos duvidosos. Em primeiro lugar, a passagem de 40 para 60% da área de implantação, que apesar do aumento, me leva a crer que grande parte das empresas fixadas nas duas Zonas Industriais não cumprem nem irão cumprir este requisito, algo preocupante que poderá levantar problemas a estas empresas no futuro. Depois, temendo tornar-me repetitivo no meu discurso e não tendo nada contra o alargamento da Zona Industrial da Sertã, antes pelo contrário, gostaria que o executivo explicasse o porquê da diferença na alteração ao plano de pormenor da Zona Industrial da Sertã ser de 681.094,51 m2 e o da Zona Industrial de Cernache do Bonjardim de 187.200 m2, ou seja a Zona Industrial da Sertã irá crescer cerca de 4 vezes mais que a de Cernache do Bonjardim.

Se deixaram construir acima do aprovado (isto aconteceu no tempo de todos os executivos desde o início das Zonas Industriais), para resolver o problema só teriam que fazer um levantamento das construções existentes e aprová-las e então definir as regras futuras que teriam que ser observadas por todos.
Custa-me também entender que esteja previsto gastar, no próximo ano, 1 milhão de euros no edifício dos Paços do Concelho para a recuperação do mesmo, uma vez que não tendo eu um conhecimento profundo do estado deste edifício, creio que esta não é uma obra prioritária, visto que o mesmo não aparenta sinais de degradação. Esta obra tal como o ajardinamento da “Cerrada” é um investimento fútil, desprovido de qualquer estratégia em tempos de crise e que vêm acentuar a tendência centralista que caracteriza a actuação da Câmara Municipal da Sertã ao longo de décadas!

 Nos tempos conturbados que vivemos, são necessários investimentos que permitam um desenvolvimento sustentado do Concelho, que permitam criar postos de trabalho e riqueza, o alargamento das Zonas Industriais é disso um bom exemplo. Este alargamento, apesar de ser uma aposta importante para o desenvolvimento do Concelho, não é, de todo, suficiente, são necessárias politicas activas que procurem atrair investimento e não dificultá-lo como acontece muitas vezes.

O Município tem o dever de estar ao lado dos empresários e pugnar pelos interesses destes e dos munícipes, por exemplo, será que a Câmara Municipal da Sertã já se preocupou em saber o destino que o novo proprietário da serração em Cernache do Bonjardim (ex-Mafrel), lhe pretende dar? Relembro que esta unidade empregava cerca de 45 pessoas, que ficaram sem trabalho no decorrer do ano passado, e não se vislumbra qualquer sinal de que reabra.

Não quero desta forma sugerir que a Câmara se intrometa na acção dos empresários, mas é este tipo de políticas que poderá diferenciar o Concelho da Sertã e fazer com que mais investimentos venham para a nossa região.

Quero também aproveitar para fazer um apelo para que na hora de preencher a declaração de IRS não esqueçam que existe a possibilidade de consignar 0,5% do IRS a uma instituição de solidariedade social (ou outra). Não se paga mais nada por isso, e é feito automaticamente pelas Finanças, o que significa que em vez de esta verba (0,5% da colecta) ir para o Estado Central, este valor é entregue à instituição indicada na declaração de IRS. Para isso, basta preencher na declaração de IRS, no quadro 9 do anexo H, o nº de identificação fiscal das pessoas colectivas (NIPC) da instituição escolhida.

No Concelho da Sertã existem 3 instituições para as quais podemos fazer o nosso donativo, Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim com o NIPC (Número que deverá ser indicado na declaração) 501289208, o Centro Social São Nuno de Santa Maria com o NIPC 500867844 e a Irmandade Santa Casa da Misericórdia Sertã com o NIPC 501422595, todas estas instituições prestam um serviço valiosíssimo ao nosso Concelho e já que existe a possibilidade de escolhermos onde uma pequena parte dos nossos impostos é aplicada, penso que será o dever de todos, efectuar esta acção que relembro não tem qualquer custo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Vergonhoso!

O investimento recentemente anunciado pela Câmara Municipal da Sertã para a “Cerrada” é vergonhoso, são 943 mil euros para mais uma área verde na sede de Concelho com mais de 20 mil m2, quando as restantes localidades deste Concelho ficam sem nada.

Recorde-se que há poucos meses o Senhor Presidente da Câmara recusava-se a comprar um terreno em Cernache do Bonjardim com 2 mil m2, para a construção de uma área verde por 40 mil euros, ou seja a área verde que para a Edilidade, Cernache nem merece ter, não dará, provavelmente, para a construção de um dos campos de jogos que vão ser construídos na nova área verde da Sertã. Mais uma vez, as diferenças de tratamento entre a sede concelho e as restantes freguesias são gritantes e uma vergonha para este executivo.
A Sertã possui actualmente a Alameda da Carvalha como área verde de referência com uma dimensão assinalável quando comparada com as existentes em vilas vizinhas, bem como a Praia Fluvial da Ribeira Grande e a sua área envolvente e é ultrajante para as restantes freguesias os investimentos megalómanos que ocorrem na sede de Concelho.

 Recordemos, as magníficas obras do estádio Dr. Marques dos Santos orçamentadas em cerca de 270 mil euros, as piscinas cobertas que para além do seu custo exorbitante, constituem uma despesa que no último ano ascendeu aos 165 mil euros de saldo entre despesas e receitas, Volta a Portugal em Bicicleta, ponte pedonal sobre a ribeira orçamentada em 120 mil euros, feiras das tradições e FAFIC’s que ascenderam a largas centenas de milhar de euros, recuperação do Convento de Sto. António e da Escola da Abegoaria, etc .

Depois de enumeradas algumas das obras grandiosas da sede de concelho o que sobra para as restantes freguesias? Por exemplo, o jardim que é reclamado em Cernache há décadas (como poderão verificar na minha reflexão de 19 de Agosto de 2011, disponível no meu blog), continua a não passar de uma miragem, mas claro, que naquela localidade não poderiam ser gastos 943 mil euros, para uma área verde quando não existe nenhuma! Em vez disso amontoam-se espaços de lazer na Sertã, não admira assim os resultados dos últimos censos que como referi na primeira crónica que escrevi para este jornal, demonstram que apenas a freguesia da Sertã ganha população e com a actual política esta situação irá continuar.

Acho que é necessário que alguém explique a Sua Excelência o Presidente da Câmara Municipal da Sertã e demais membros do executivo, o que é equidade, algo que alguém que assume um cargo público e principalmente um presidente de câmara deveria ter conhecimento.

Verifico, contudo, que esta tendência não se regista apenas no PSD, se olharmos para o balanço que o PS faz dos 2 anos de governação deste executivo, podemos verificar que, no Comércio apenas se fala da Rua Cândido dos Reis na Sertã, esquecendo por completo as outras duas vilas do Concelho com comércio significativo Pedrogão Pequeno e Cernache; no campo da Educação apenas é falada a Escola da Abegoaria, no que toca à Saúde somente se fala da Construção do novo Centro de Saúde da Sertã, que como já referi em reflexões anteriores considero prioritário para o Concelho, mas não é de todo, o único problema neste campo, sendo a falta de médicos neste momento o mais urgente; terminam com a Indústria onde é falada da promessa eleitoral do PSD, a Criação de um Parque Empresarial e Tecnológico na Zona Industrial da Sertã, como não é de estranhar e ainda constatam a fixação de 3 grandes empresas no Concelho quando o PS se encontrava à frente dos destinos da autarquia, curiosamente ou não, na Sertã.

Ou seja, é com pena que verifico que para quem governa existam munícipes de 1ª e de 2ª e que o Concelho se cinja à vila da Sertã, esquecendo os restantes habitantes do Concelho que para além de terem o direito de ser tratados com equidade por parte do Município, são eleitores que talvez um dia, através do seu voto, castiguem quem em vez de promover a união e os interesses deste Concelho, se cinja a estimular o centralismo e a provocar a desunião, não será de estranhar que com o continuar das actuais políticas, surjam como em outras alturas da História do Concelho, movimentos de cisão.