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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Vergonhoso!

O investimento recentemente anunciado pela Câmara Municipal da Sertã para a “Cerrada” é vergonhoso, são 943 mil euros para mais uma área verde na sede de Concelho com mais de 20 mil m2, quando as restantes localidades deste Concelho ficam sem nada.

Recorde-se que há poucos meses o Senhor Presidente da Câmara recusava-se a comprar um terreno em Cernache do Bonjardim com 2 mil m2, para a construção de uma área verde por 40 mil euros, ou seja a área verde que para a Edilidade, Cernache nem merece ter, não dará, provavelmente, para a construção de um dos campos de jogos que vão ser construídos na nova área verde da Sertã. Mais uma vez, as diferenças de tratamento entre a sede concelho e as restantes freguesias são gritantes e uma vergonha para este executivo.
A Sertã possui actualmente a Alameda da Carvalha como área verde de referência com uma dimensão assinalável quando comparada com as existentes em vilas vizinhas, bem como a Praia Fluvial da Ribeira Grande e a sua área envolvente e é ultrajante para as restantes freguesias os investimentos megalómanos que ocorrem na sede de Concelho.

 Recordemos, as magníficas obras do estádio Dr. Marques dos Santos orçamentadas em cerca de 270 mil euros, as piscinas cobertas que para além do seu custo exorbitante, constituem uma despesa que no último ano ascendeu aos 165 mil euros de saldo entre despesas e receitas, Volta a Portugal em Bicicleta, ponte pedonal sobre a ribeira orçamentada em 120 mil euros, feiras das tradições e FAFIC’s que ascenderam a largas centenas de milhar de euros, recuperação do Convento de Sto. António e da Escola da Abegoaria, etc .

Depois de enumeradas algumas das obras grandiosas da sede de concelho o que sobra para as restantes freguesias? Por exemplo, o jardim que é reclamado em Cernache há décadas (como poderão verificar na minha reflexão de 19 de Agosto de 2011, disponível no meu blog), continua a não passar de uma miragem, mas claro, que naquela localidade não poderiam ser gastos 943 mil euros, para uma área verde quando não existe nenhuma! Em vez disso amontoam-se espaços de lazer na Sertã, não admira assim os resultados dos últimos censos que como referi na primeira crónica que escrevi para este jornal, demonstram que apenas a freguesia da Sertã ganha população e com a actual política esta situação irá continuar.

Acho que é necessário que alguém explique a Sua Excelência o Presidente da Câmara Municipal da Sertã e demais membros do executivo, o que é equidade, algo que alguém que assume um cargo público e principalmente um presidente de câmara deveria ter conhecimento.

Verifico, contudo, que esta tendência não se regista apenas no PSD, se olharmos para o balanço que o PS faz dos 2 anos de governação deste executivo, podemos verificar que, no Comércio apenas se fala da Rua Cândido dos Reis na Sertã, esquecendo por completo as outras duas vilas do Concelho com comércio significativo Pedrogão Pequeno e Cernache; no campo da Educação apenas é falada a Escola da Abegoaria, no que toca à Saúde somente se fala da Construção do novo Centro de Saúde da Sertã, que como já referi em reflexões anteriores considero prioritário para o Concelho, mas não é de todo, o único problema neste campo, sendo a falta de médicos neste momento o mais urgente; terminam com a Indústria onde é falada da promessa eleitoral do PSD, a Criação de um Parque Empresarial e Tecnológico na Zona Industrial da Sertã, como não é de estranhar e ainda constatam a fixação de 3 grandes empresas no Concelho quando o PS se encontrava à frente dos destinos da autarquia, curiosamente ou não, na Sertã.

Ou seja, é com pena que verifico que para quem governa existam munícipes de 1ª e de 2ª e que o Concelho se cinja à vila da Sertã, esquecendo os restantes habitantes do Concelho que para além de terem o direito de ser tratados com equidade por parte do Município, são eleitores que talvez um dia, através do seu voto, castiguem quem em vez de promover a união e os interesses deste Concelho, se cinja a estimular o centralismo e a provocar a desunião, não será de estranhar que com o continuar das actuais políticas, surjam como em outras alturas da História do Concelho, movimentos de cisão. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ensino secundário do Instituto Vaz Serra “salva” Concelho da Sertã

Os rankings (publicados no jornal Público) das escolas divulgados no mês de Outubro revelam dados preocupantes, tanto a nível nacional, como concelhio, apenas o secundário do Instituto Vaz Serra obtém classificação positiva nestes rankings.

No que toca ao ensino básico, o Instituto Vaz Serra (I.V.S), ocupa a posição 607 com uma média de 2,56 e a Escola Básica Padre António Lourenço Farinha ocupa a posição 724 com uma média de 2,49, ocupando ambas o meio da tabela em 1294 escolas avaliadas. Conclui-se que, os resultados foram ruinosos não só no Concelho da Sertã mas em todo o país, visto que apenas um Concelho, regista média positiva (Arruda dos Vinhos), o que se pode justificar com a dificuldade dos exames nacionais relativamente a outros anos lectivos.

Passando para os resultados do ensino secundário o Instituto Vaz Serra ocupa a posição 230 com uma média de 10,46 valores e a Escola Secundária da Sertã figura na posição 542 com uma média de 8,85 valores em 609 escolas avaliadas.

O resultado obtido pela Escola Secundária da Sertã é preocupante visto que, apesar de os exames terem sido considerados mais difíceis do que no ano transacto, a Escola ocupa a 13ª posição do distrito de Castelo Branco em 16 escolas existentes e está no último quinto da tabela nacional, registando uma queda de 131 posições relativamente ao ano passado. Não compreendi a justificação do director do Agrupamento de Escolas da Sertã ao afirmar à Rádio Condestável “Comparam o que não tem comparação pois incluem no mesmo saco escolas privadas de elite e escolas públicas que têm de receber todo o tipo de alunos”, porque que eu saiba no Pinhal Interior Sul, nenhuma das escolas analisadas pelos rankings é “privada de elite” nem fazem selecção dos seus alunos, e a Escola Secundária da Sertã é penúltima classificada sendo a última o Instituto de S. Tiago na Sobreira Formosa em 5 escolas existentes.

Quanto ao Instituto Vaz Serra (onde mais de 60% dos seus alunos beneficiam de acção social escolar) os resultados do ensino secundário são animadores ocupando a 5ª posição do distrito, e o primeiro fora das cidades, obtendo os melhores resultados do Pinhal Interior Sul e dos concelhos limítrofes do Concelho da Sertã, Ferreira do Zêzere, Mação, Figueiró dos Vinhos, Oleiros e Proença-a-Nova (os restantes Concelhos limítrofes não constam do ranking por não terem alunos internos nos exames nacionais avaliados por estes rankings).

O Instituto Vaz Serra, apesar da turbulência que teve no ano passado, com os cortes no ensino particular e cooperativo, assinala uma subida de 90 lugares, confirmando a tendência de subida dos últimos 3 anos , renovando este ano, como já mencionei, o “título” de melhor escola da região. Creio que estes resultados não acontecem por acaso, pois existe um plano educativo sólido, uma boa interacção com a comunidade local, oferta de aulas de apoio extra sem qualquer custo para os alunos, etc.

Ou seja, o Instituto Vaz Serra volta a assumir um papel de relevância no ensino regional como teve outrora, tendo comemorado 60 anos de existência no ano lectivo transacto, é a mais antiga instituição de ensino na região e uma pedra basilar para o desenvolvimento de Cernache do Bonjardim, do Concelho da Sertã e da região. Espero que esta tendência de subida nos rankings nacionais continue, e o I.V.S. volte a tornar-se uma referência a nível nacional como o foi na década de 50 e 60 do século passado.

As iniciativas que tem junto da comunidade local, têm um papel cultural e educativo fundamental, como é exemplo a iniciativa de esclarecimento aberta à população no passado mês de Setembro a propósito do Acordo Ortográfico, merecendo esta Instituição, o livro que a representa no brasão da freguesia de Cernache do Bonjardim.
Também a aposta recente no curso profissional de técnico de auxiliar de saúde é muito importante para o meio em que estamos inseridos em que o apoio a idosos, cuidados continuados e de saúde são essenciais, e sendo um curso novo no país que, segundo a Agência Nacional para a Qualificação se coloca entre os cursos profissionais que melhor empregabilidade têm, o I.V.S. é uma das poucas instituições do país a ministrá-lo. Este curso irá também acolher em breve 10 alunos vindos de S. Tomé e Príncipe seleccionados pelo Consulado São-Tomense e que ficarão instalados na Casa do Povo de Cernache do Bonjardim, onde estão a ser efectuadas obras pela Câmara Municipal da Sertã e pela Junta de Freguesia de Cernache do Bonjardim (iniciativa meritória visto que este edifício estava subaproveitado). Esta iniciativa com o Consulado de São Tomé faz renascer a ligação histórica que Cernache do Bonjardim teve com ex-colónias ultramarinas em tempos passados através do Seminário das Missões e do próprio I.V.S.

Quando das comemorações dos 60 anos do I.V.S., foi mencionada pelo Director Pedagógico Dr. Carlos Miranda, a ideia da criação de uma fundação com o nome do Comendador Libânio Vaz Serra para apoio dos alunos mais carenciados, ideia que considero interessantíssima. Com os apoios da comunidade local e regional, autarquias e alguns privados, poderia também ser criada, associada a esta fundação com o nome do maior empreendedor que estas terras alguma vez conheceram, uma incubadora de empresas que proporcionaria aos alunos (de todo o Concelho) e não só, o apoio na criação do seu próprio negócio, gerando postos de trabalho e riqueza. Assim, no longo prazo, com os rendimentos que a incubadora produzirá, os accionistas poderiam reaver o dinheiro investido, podendo quem sabe, a fundação ser auto-suficiente com os próprios proveitos. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A problemática da Saúde no Concelho da Sertã

Extensão de saúde de Cernache do Bonjardim há uma semana sem médicos - Saúde - Notícias - RTP

É notória a falta de médicos existente no Concelho da Sertã de que é exemplo a notícia insólita que veio a público no passado mês de Agosto sobre a extensão de saúde de Cernache do Bonjardim. A notícia referia que os 3 médicos que habitualmente exercem as suas funções naquele local estavam de férias em simultâneo, o que não é culpa dos referidos médicos mas da má gestão, uma vez que não é admissível que uma Vila desta dimensão fique sem médicos no mês em que a sua população cresce em grande número, devido a emigrantes, turistas, etc.. 

Relembro que a extensão de saúde de Cernache do Bonjardim serve também os utentes da freguesia do Nesperal (única freguesia do Concelho que não possui este serviço), e alerto que esta situação de falta de médicos não é pontual. É inconcebível que, num país que se diz desenvolvido, as pessoas doentes tenham de se deslocar de madrugada para conseguir uma simples consulta, sendo esta situação apenas um exemplo do desnorte que se vive na saúde.

Com os cortes orçamentais que o Governo se prepara para fazer, tem sido apontado como possível, o encerramento de algumas extensões de saúde no País e, o Concelho da Sertã provavelmente não será excepção. Assim, caberá ao Município defender os interesses da população que é bastante envelhecida e tem dificuldades em deslocar-se sendo este serviço de proximidade fundamental para as mesmas.

Para combater a desertificação que é o principal problema da nossa região, deve apostar-se nos sectores que mais pesam quando alguém decide estabelecer-se numa localidade: postos de trabalho, qualidade de vida, áreas verdes, segurança e saúde. Ora é aqui que o Município terá de assumir uma posição de força no que toca à construção de um novo hospital na Sertã, isso sim uma grande prioridade, pois é notório que o espaço actual não oferece condições nem humanas nem materiais. É compreensível que um doente, por vezes, tenha de efectuar 80 km para fazer uma simples radiografia, um serviço básico que deveria ser permanente?

Também por isso defendi a criação de um jardim em Cernache do Bonjardim, em vez dos investimentos absurdos a que temos assistido ao longo da última década e que pouco ou nada acrescentam à qualidade de vida das nossas gentes, mas, parece que a quem manda, e não só, interessa mais outro tipo de ajardinamentos leia-se relvados.

Para terminar, lamento que no fim-de-semana da Mostra do Santo Condestável o site da Câmara Municipal da Sertã evidenciasse 4 grandes destaques e não mencionasse aquele evento, e que as sugestões e dúvidas que são remetidas tanto através do site, como do e-mail disponibilizado e publicitado pela Câmara, não funcionem, visto que não se obtém qualquer resposta. A desactualização do site também é evidente, uma vez que anteriormente (até Dezembro último) eram disponibilizadas as actas tanto das reuniões de Câmara como da Assembleia Municipal e, agora, tal não se verifica, o que não contribui para a desejável transparência e informação dos cidadãos.

Reafirmo que não pertenço, não pertenci e não tenho nenhuma simpatia por nenhum partido político mesmo que isso seja inconcebível para algumas pessoas que vivem os partidos como uma religião ou um clube de futebol. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Via Estruturante para o Concelho da Sertã e outras considerações

A Concessão do Pinhal Interior (que contempla, entre outros, a construção da ligação Cernache-Sertã via IC8, a requalificação do troço do IC8 Pedrogão Grande-Sertã, da EN 238 Cernache-Ferreira do Zêzere e a construção do IC3 Tomar-Coimbra) sendo que, segundo a comunicação social, a mesma, está a ser reavaliada pelo Governo para possível suspensão, parcial ou total, o que é lamentável, pois trata-se de uma região que ficou esquecida ao nível das acessibilidades desde o último Governo presidido pelo Prof. Cavaco Silva, não tendo assim, a Sertã, acompanhado a evolução em estruturas rodoviárias de outras zonas do país.
Ao longo dos últimos anos tem sido muito discutida a necessidade de um novo traçado para a EN 238 Sertã-Ferreira do Zêzere,  traçado esse que a Concessão do Pinhal Interior apenas prevê requalificar. Adicionalmente, e no que diz respeito ao IC8, será necessária, dentro de poucos anos, uma intervenção mais profunda do que esta Concessão prevê, mesmo que avance, como seja o aumento do número de faixas, para fazer face ao movimento que já tem e que irá ser maior com a conclusão do mesmo, é inconcebível que existam vários quilómetros seguidos sem possibilidade de ultrapassagem, por exemplo no troço Figueiró-Pontão, obras essas que serão bastante dispendiosas.
Porém, penso que, existem alternativas que devem ser exploradas.
O IC3 Tomar-Coimbra terá o seu traçado com perfil de Auto-Estrada, e está previsto passar perto de Alvaiázere, que fica a cerca de 20 km da Sertã (em linha recta). Assim uma ligação da Sertã ao IC3 iria solucionar muitos dos problemas de acessibilidades do Concelho, ficando facilitado o acesso a Coimbra, a Tomar e consequentemente a Lisboa, resolvendo de uma só vez os problemas que enumerei em cima, como o novo traçado da EN 238 e de uma requalificação futura do IC8 pelo que, esta seria uma via estruturante para o Concelho e para toda a região, com custos mais baixos e que muito facilitaria o desenvolvimento do Concelho da Sertã, e o escoamento dos seus produtos uma vez que os traçados existentes da EN2, com inclinações muito significativas ao longo de vários quilómetros, trazem enormes constrangimentos principalmente ao tráfego pesado. Assim sendo, o Município da Sertã deveria procurar parcerias, sobretudo, com os seus congéneres de Proença-a-Nova e Oleiros mas também com Alvaiázere, que têm interesse nesta ligação e que permitiria, para além de melhores acessibilidades, poupança ao país e utilização dos “poucos” recursos de uma forma mais proveitosa.
Quero aproveitar para felicitar todo o Concelho pela excelente adesão que teve à passagem da Volta a Portugal e para felicitar a ideia da Bicicleta na Rotunda da Eirinha que foi digno de uma Volta a França! Permitam-me apenas um reparo, o programa Há Volta trasmitido na RTP1,  não foi a meu ver aproveitado de forma conveniente para dar a conhecer a nossa região,   de salientar o número exagerado de artistas musicais de fora do Concelho, que ocuparam grande parte do tempo de antena que poderia ter sido usado para promover as nossas potencialidades. Notei a ausência das referências a Pedrogão Pequeno (Aldeia de Xisto), ao Castelo da Sertã,  ao Seminário das Missões,  à Estátua de D. Nuno Álvares Pereira, ou locais como o Trízio na freguesia de Palhais, imagens que em conjunto com as albufeiras que nos rodeiam seriam um bom cartão de visita! De lamentar foi a ausência dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, pois que, em outros programas do género  todas as coorporações de bombeiros existentes nos respectivos Concelhos foram tratadas de igual forma, de lamentar também a ausência de algumas Associações como os Centros Sociais das diversas freguesias do Concelho que prestam um serviço muito importante à população e tão válido como os mencionados no referido programa.
Concluindo, o que o espectador de fora do nosso Concelho observou foi a Alameda da Carvalha e pouco mais, tendo sido positivo as várias referências que a Sertã teve nos orgãos de comunicação social a nível nacional , ou seja, a Volta talvez tenha sido uma boa promoção para a Vila da Sertã mas não o foi certamente para o Concelho e como foi o Município a pagar a vinda deste evento, e não, a Junta de Freguesia da Sertã,  lamento que tal tenha sucedido. Creio que, numa próxima oportunidade, seria de explorar um programa mais amplo como acontece diariamente na RTP com o Programa Verão Total que tem transmissão durante todo o dia, e que penso que não envolve qualquer custo, permitindo promover o Concelho de uma forma mais abrangente.
Mais uma vez lamento ter de falar do Sertanense F. C. e da sua equipa B que foi criada este ano, equipa essa que já nem o Benfica, Sporting ou Porto têm, por considerarem inviável economicamente! Como já disse em reflexões anteriores, creio que a verba atribuída ao Sertanense é exagerada e que em vez da criação desta equipa B seria mais benéfico e mais descentralizador apoiar o regresso do Cabeçudo à 1ª Divisão Distrital! Pela positiva queria destacar as obras que têm sido levadas a cabo na freguesia do Troviscal, obras essas que só pecam por tardias.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Concelho não é apenas a Vila da Sertã

É com pena que constato que o concelho da Sertã perdeu 793 habitantes desde  2001 e que apenas a freguesia da Sertã ganha população relativamente aos últimos Censos. Sendo isto uma triste tendência que assola todo o interior é de salientar alguns factos. Existem várias freguesias deste concelho que perdem mais de 20% da sua população e a freguesia da Sertã assinala  um crescimento superior a 10%. Penso que a principal razão para este facto é a diferença de tratamento que existe entre a freguesia da Sertã e as restantes deste concelho, tem-se verificado nos últimos anos um excessiva concentração de actividades e de investimento público na freguesia da Sertã mais concretamente na Vila da Sertã, em detrimento das restantes freguesias do nosso concelho, visto que o Município parece esquecer que a sua missão não é apenas defender os interesses da  Sertã, mas sim do concelho no seu todo.  
Sabemos que atravessamos uma época de contenção económia e que as restrições orçamentais apertam mas é pena verificar que o despesismo, (na maioria das vezes pouco racional), continua. A não realização da FAFIC com a justificação de que a Câmara Municipal da Sertã está atravessar  dificuldades financeiras é de assinalar, por outro lado, a realização de um final de etapa da  Volta a Portugal, que penso que é de conhecimento público, acarreta grandes encargos financeiros, que são desnecessários e pouco úteis à maioria da população, e  dada a actual conjuntura, julgo não ser a altura certa para se entrar neste tipo de aventuras. Visto que para além de ser um despesa avultada em época de grande crise, creio que existem nesta altura obras mais urgentes e prioritárias para o nosso concelho, que este final de etapa da Volta a Portugal.
É também com algum desgosto e alguma surpresa que constatei que no programa de comemorações do feriado municipal em honra de D. Nuno Álvares Pereira (julgo que ainda se comemora em sua honra) não constava a já habitual cerimónia do hastear da bandeira junto à sua estátua em Cernache do Bonjardim, do agora Santo, algo que este executivo camarário, estranhamente ou não, também desaproveitou como forma de promover o nosso concelho e mais concretamente a esquecida vila de Cernache do Bonjardim, que também não teve direito a qualquer ponto no programa de comemorações do feriado municipal a não ser a realização da 1ª Mini-Maratona D. Nuno Álvares Pereira realizada por iniciativa do  Instituto Vaz Serra. Tenho a ousadia de questionar o executivo camarário da justificação para a não existência desta cerimónia, penso que a contenção orçamental não será certamente.
Foi recentemente divulgado o orçamento para as obras do estádio Dr. Marques dos Santos na Sertã no valor de 265 290 €, mais uma vez em época de crise nacional, penso que haveria obras mais urgentes no concelho e que poderiam proporcionar uma maior utilidade aos nossos conterrâneos do que a realização destas obras, como por exemplo a criação de uma incubadora de empresas, que seria um apoio ao desenvolvimento concelhio, à diminuição do desemprego e  à criação de riqueza e atrevo-me também a sugerir algo de inovador, que a criação desta incubadora não seja feita na Vila Sertã e sim em outra freguesia do nosso concelho, porque para combater a desertificação é necessário descentralizar recursos.
Para além da criação da referida  incubadora de empresas atrevo-me também a sugerir a criação de um incentivo à fixação de famílias e apoio à natalidade no nosso concelho como existe no Município  vizinho de Vila de Rei, e que se olharmos para os resultados dos Censos 2011 deu os seus frutos, para além disso creio que a criação de uma praia fluvial na parte oeste do concelho (tanto no Rio Zêzere como na Ribeira Sardeira), também seria importante pois existem excelentes condições naturais para a criação da mesma e penso que seriam um factor que contribuiria mais para o turismo regional que a final de etapa da Volta a Portugal ou a remodelação do estádio Dr. Marques dos Santos.
Aproveito para agradecer  ao jornal “A Comarca da Sertã” por esta oportunidade e para alertar a Câmara Municipal da Sertã que o Município não é apenas a Vila da Sertã e que se continuarem com a politica actual vai assistir-se à desertificação do resto do concelho e à concentração da população na Vila da Sertã que julgo e desejo, não seja a vontade de Vossas Excelências.