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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Zonas Industriais e um Apelo Solidário

É com agrado que observo a ampliação das Zonas Industriais do Concelho, algo fundamental que só peca por tardio, visto que, estas expansões já deveriam ter decorrido há largos anos. É lamentável que, numa altura em que o investimento é tão escasso, empresários tenham de esperar pela disponibilidade de um lote, para efectuar um investimento, segundo foi mencionado em algumas assembleias municipais.

Contudo, olhando para os planos de pormenor publicados em Diário da República existem alguns pontos duvidosos. Em primeiro lugar, a passagem de 40 para 60% da área de implantação, que apesar do aumento, me leva a crer que grande parte das empresas fixadas nas duas Zonas Industriais não cumprem nem irão cumprir este requisito, algo preocupante que poderá levantar problemas a estas empresas no futuro. Depois, temendo tornar-me repetitivo no meu discurso e não tendo nada contra o alargamento da Zona Industrial da Sertã, antes pelo contrário, gostaria que o executivo explicasse o porquê da diferença na alteração ao plano de pormenor da Zona Industrial da Sertã ser de 681.094,51 m2 e o da Zona Industrial de Cernache do Bonjardim de 187.200 m2, ou seja a Zona Industrial da Sertã irá crescer cerca de 4 vezes mais que a de Cernache do Bonjardim.

Se deixaram construir acima do aprovado (isto aconteceu no tempo de todos os executivos desde o início das Zonas Industriais), para resolver o problema só teriam que fazer um levantamento das construções existentes e aprová-las e então definir as regras futuras que teriam que ser observadas por todos.
Custa-me também entender que esteja previsto gastar, no próximo ano, 1 milhão de euros no edifício dos Paços do Concelho para a recuperação do mesmo, uma vez que não tendo eu um conhecimento profundo do estado deste edifício, creio que esta não é uma obra prioritária, visto que o mesmo não aparenta sinais de degradação. Esta obra tal como o ajardinamento da “Cerrada” é um investimento fútil, desprovido de qualquer estratégia em tempos de crise e que vêm acentuar a tendência centralista que caracteriza a actuação da Câmara Municipal da Sertã ao longo de décadas!

 Nos tempos conturbados que vivemos, são necessários investimentos que permitam um desenvolvimento sustentado do Concelho, que permitam criar postos de trabalho e riqueza, o alargamento das Zonas Industriais é disso um bom exemplo. Este alargamento, apesar de ser uma aposta importante para o desenvolvimento do Concelho, não é, de todo, suficiente, são necessárias politicas activas que procurem atrair investimento e não dificultá-lo como acontece muitas vezes.

O Município tem o dever de estar ao lado dos empresários e pugnar pelos interesses destes e dos munícipes, por exemplo, será que a Câmara Municipal da Sertã já se preocupou em saber o destino que o novo proprietário da serração em Cernache do Bonjardim (ex-Mafrel), lhe pretende dar? Relembro que esta unidade empregava cerca de 45 pessoas, que ficaram sem trabalho no decorrer do ano passado, e não se vislumbra qualquer sinal de que reabra.

Não quero desta forma sugerir que a Câmara se intrometa na acção dos empresários, mas é este tipo de políticas que poderá diferenciar o Concelho da Sertã e fazer com que mais investimentos venham para a nossa região.

Quero também aproveitar para fazer um apelo para que na hora de preencher a declaração de IRS não esqueçam que existe a possibilidade de consignar 0,5% do IRS a uma instituição de solidariedade social (ou outra). Não se paga mais nada por isso, e é feito automaticamente pelas Finanças, o que significa que em vez de esta verba (0,5% da colecta) ir para o Estado Central, este valor é entregue à instituição indicada na declaração de IRS. Para isso, basta preencher na declaração de IRS, no quadro 9 do anexo H, o nº de identificação fiscal das pessoas colectivas (NIPC) da instituição escolhida.

No Concelho da Sertã existem 3 instituições para as quais podemos fazer o nosso donativo, Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim com o NIPC (Número que deverá ser indicado na declaração) 501289208, o Centro Social São Nuno de Santa Maria com o NIPC 500867844 e a Irmandade Santa Casa da Misericórdia Sertã com o NIPC 501422595, todas estas instituições prestam um serviço valiosíssimo ao nosso Concelho e já que existe a possibilidade de escolhermos onde uma pequena parte dos nossos impostos é aplicada, penso que será o dever de todos, efectuar esta acção que relembro não tem qualquer custo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Renovação Urbana do Concelho da Sertã


Na última reunião do executivo abordou-se a possibilidade da construção de um parque de estacionamento na Sertã para retirar o existente na Praça da República. Este parque é uma necessidade absoluta da Vila da Sertã, mais do que o jardim da “Cerrada”, e pode ser uma ajuda preciosa ao comércio local, contudo, adquirir um novo terreno, quando o Município possui um nas imediações, não é, a meu ver, um acto de boa gestão. O terreno da antiga casa Guimarães, no centro histórico da Vila seria uma opção mais racional, visto que o mesmo já é da autarquia e proporcionaria um efeito equivalente sem que fosse necessária a despesa, que só na aquisição do terreno ascenderá a mais de 10 mil euros. Estranho, também, que as necessidades da sede de Concelho sejam atendidas com uma celeridade desproporcional em relação às restantes localidades.

Fiquei também surpreendido com o debate na Assembleia Municipal em torno do Convento de Santo António, onde a autarquia pretende que seja instalado um hotel de quatro estrelas. Sendo a autarquia da Sertã, governada pelo mesmo partido do Governo mais neo-liberal que tivemos na nossa história, e que incentiva a iniciativa privada em substituição do Estado é de estranhar esta medida e entendo que não faz sentido, visto não ser justo para os empresários com empreendimentos turísticos na região. Qual será o empresário deste sector que irá investir futuramente neste concelho, ficando sujeito a que o Município decida que é necessário mais um hotel ou outra coisa do género? Não é justo que a autarquia com o dinheiro de todos os contribuintes patrocine a criação deste hotel, e deve ser o mercado a definir a necessidade da Sertã ter mais um hotel, a concessão deste imóvel a um privado não é mais que uma PPP (parceria pública privada), tão criticadas pelo PSD ao longo dos anos e ainda mais por este governo.

Sou defensor que o Município se deve cingir a apoiar os empresários e a criar todas as condições para que os mesmos se possam fixar nesta região e aqui permanecer, coisa que nem sempre acontece, e esta substituição à iniciativa privada é disso exemplo e ocorre também no caso do restaurante panorâmico na Vila da Sertã.

No Plano de Actividades da Câmara Municipal da Sertã para 2012, é também possível observar a renovação urbana do Concelho, ou melhor, a renovação da Vila da Sertã e uma renovaçãozinha das restantes freguesias. Digo isto apenas por uma questão de aritmética, senão vejamos, na vila da Sertã está previsto gastar, neste campo, em 2012 e 2013, 1 milhão e 165 mil euros, enquanto nas freguesias de Cabeçudo, Carvalhal, Castelo, Cernache do Bonjardim, Cumeada, Nesperal, Troviscal e Várzea dos Cavaleiros, no total serão gastos, 310 mil euros, ou seja menos de um terço. É justo para estas freguesias e para as que nem sequer são mencionadas neste plano? Eu digo não é! E que diz o Sr. Presidente da Câmara e os senhores vereadores?

Quanto à realização da próxima Assembleia Municipal em Cernache do Bonjardim como forma de descentralizar este órgão, considero uma medida interessante e espero que a mesma não se fique apenas por Cernache. Acho curioso que tenha de ser alguém com a formação e com o Curriculum do Professor Doutor José Luís Jacinto que lecciona matérias políticas em duas das mais prestigiadas Universidades Portuguesas, a ter a capacidade de análise de que a descentralização neste Concelho é urgente. Mas eu não tenho ilusões, e espero que mais ninguém as tenha, não é por a Assembleia Municipal se realizar em Cernache, que este cenário de centralismo se vai alterar, é necessário algo mais para que a descentralização de facto aconteça, bastando olhar para o Plano de Actividades e para o Orçamento do Município para 2012 que lamentavelmente não estão disponíveis no site da Câmara Municipal.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Vergonhoso!

O investimento recentemente anunciado pela Câmara Municipal da Sertã para a “Cerrada” é vergonhoso, são 943 mil euros para mais uma área verde na sede de Concelho com mais de 20 mil m2, quando as restantes localidades deste Concelho ficam sem nada.

Recorde-se que há poucos meses o Senhor Presidente da Câmara recusava-se a comprar um terreno em Cernache do Bonjardim com 2 mil m2, para a construção de uma área verde por 40 mil euros, ou seja a área verde que para a Edilidade, Cernache nem merece ter, não dará, provavelmente, para a construção de um dos campos de jogos que vão ser construídos na nova área verde da Sertã. Mais uma vez, as diferenças de tratamento entre a sede concelho e as restantes freguesias são gritantes e uma vergonha para este executivo.
A Sertã possui actualmente a Alameda da Carvalha como área verde de referência com uma dimensão assinalável quando comparada com as existentes em vilas vizinhas, bem como a Praia Fluvial da Ribeira Grande e a sua área envolvente e é ultrajante para as restantes freguesias os investimentos megalómanos que ocorrem na sede de Concelho.

 Recordemos, as magníficas obras do estádio Dr. Marques dos Santos orçamentadas em cerca de 270 mil euros, as piscinas cobertas que para além do seu custo exorbitante, constituem uma despesa que no último ano ascendeu aos 165 mil euros de saldo entre despesas e receitas, Volta a Portugal em Bicicleta, ponte pedonal sobre a ribeira orçamentada em 120 mil euros, feiras das tradições e FAFIC’s que ascenderam a largas centenas de milhar de euros, recuperação do Convento de Sto. António e da Escola da Abegoaria, etc .

Depois de enumeradas algumas das obras grandiosas da sede de concelho o que sobra para as restantes freguesias? Por exemplo, o jardim que é reclamado em Cernache há décadas (como poderão verificar na minha reflexão de 19 de Agosto de 2011, disponível no meu blog), continua a não passar de uma miragem, mas claro, que naquela localidade não poderiam ser gastos 943 mil euros, para uma área verde quando não existe nenhuma! Em vez disso amontoam-se espaços de lazer na Sertã, não admira assim os resultados dos últimos censos que como referi na primeira crónica que escrevi para este jornal, demonstram que apenas a freguesia da Sertã ganha população e com a actual política esta situação irá continuar.

Acho que é necessário que alguém explique a Sua Excelência o Presidente da Câmara Municipal da Sertã e demais membros do executivo, o que é equidade, algo que alguém que assume um cargo público e principalmente um presidente de câmara deveria ter conhecimento.

Verifico, contudo, que esta tendência não se regista apenas no PSD, se olharmos para o balanço que o PS faz dos 2 anos de governação deste executivo, podemos verificar que, no Comércio apenas se fala da Rua Cândido dos Reis na Sertã, esquecendo por completo as outras duas vilas do Concelho com comércio significativo Pedrogão Pequeno e Cernache; no campo da Educação apenas é falada a Escola da Abegoaria, no que toca à Saúde somente se fala da Construção do novo Centro de Saúde da Sertã, que como já referi em reflexões anteriores considero prioritário para o Concelho, mas não é de todo, o único problema neste campo, sendo a falta de médicos neste momento o mais urgente; terminam com a Indústria onde é falada da promessa eleitoral do PSD, a Criação de um Parque Empresarial e Tecnológico na Zona Industrial da Sertã, como não é de estranhar e ainda constatam a fixação de 3 grandes empresas no Concelho quando o PS se encontrava à frente dos destinos da autarquia, curiosamente ou não, na Sertã.

Ou seja, é com pena que verifico que para quem governa existam munícipes de 1ª e de 2ª e que o Concelho se cinja à vila da Sertã, esquecendo os restantes habitantes do Concelho que para além de terem o direito de ser tratados com equidade por parte do Município, são eleitores que talvez um dia, através do seu voto, castiguem quem em vez de promover a união e os interesses deste Concelho, se cinja a estimular o centralismo e a provocar a desunião, não será de estranhar que com o continuar das actuais políticas, surjam como em outras alturas da História do Concelho, movimentos de cisão. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Reforma da Administração Local do Concelho da Sertã


O Concelho da Sertã, segundo o Documento Verde apresentado pelo Governo, provavelmente irá perder 6 das suas 14 freguesias, algo que certamente não será benéfico para o combate à desertificação a que se assiste no nosso país. As 6 freguesias que não preenchem o requisito de 500 habitantes definido pelo Governo, como número mínimo para ser freguesia, são Carvalhal, Ermida, Figueiredo, Marmeleiro, Nesperal e Palhais. Lembro que todas estas freguesias, com a excepção do Nesperal, perderam mais de 20% da sua população e temo que esta medida vá reforçar essa tendência.

Sendo uma reforma necessária, sobretudo no que toca aos grandes centros urbanos, é iniciada por motivos puramente economicistas e por imposição da designada Troika. Recordo que, se não fosse o despesismo das últimas décadas de Governos PS, PSD, CDS e de oposições medíocres que pouco acrescentam ao debate político (PCP, BE), não seria necessário o Interior sofrer mais esta machadada, que irá condicionar em muito a luta titânica que estas pequenas (Grandes) freguesias fazem contra a desertificação.

Vejamos a forma mais racional, de reorganizar o novo mapa administrativo deste Concelho.
A freguesia do Marmeleiro por uma questão de proximidade deverá ser incluída na freguesia da Cumeada que escapa por pouco à extinção, para além da proximidade, a Cumeada é a freguesia que mais fronteira partilha com o Marmeleiro.

Para as freguesias da Ermida e do Figueiredo a solução mais lógica seria a sua fusão, mas, mesmo assim, não preencheriam o requisito mínimo dos 500 habitantes, por isso, utilizando o mesmo critério da proximidade, estas duas freguesias deverão passar a fazer parte da freguesia da Várzea dos Cavaleiros.

Quanto às freguesias de Palhais e Nesperal, a solução natural será a sua integração na freguesia de Cernache do Bonjardim, pelos mesmos motivos (proximidade e fronteira partilhada), aos quais acrescento, que estas freguesias partilham com Cernache, a área de intervenção dos Bombeiros, CTT, Extensão de Saúde (apenas no caso do Nesperal), GNR, Ensino, entre outros serviços, além de terem uma ligação social e histórica assinalável.

A freguesia que me suscita mais dúvidas é a do Carvalhal (a maior das freguesias extintas) que apesar de confrontar com as freguesias da Sertã, Troviscal, Castelo e Pedrogão Pequeno, a área que partilha com as duas primeiras é pouco significativa, por isso, a escolha será entre a inclusão no Castelo ou em Pedrogão Pequeno. Sendo a decisão baseada na distância e na ligação histórica das freguesias, a solução mais viável é a junção na freguesia do Castelo.

Concluindo, creio que para a reorganização das freguesias do Concelho da Sertã, a preocupação fundamental, deverá ser o bem-estar das populações, a ligação sociocultural das respectivas freguesias, a sua história, fronteiras comuns e proximidade, e não a lógica de uma distribuição eleitoralista ou interesses político-partidários como receio que aconteça.

Para além da extinção das freguesias estou também apreensivo, relativamente à possível extinção dos CTT de Cernache do Bonjardim, um serviço essencial para esta vila e para o seu desenvolvimento, lembro que os CTT de Cernache do Bonjardim servem 7500 pessoas, cerca de metade do Concelho, sei que a Câmara Municipal da Sertã e a Junta de Freguesia de Cernache do Bonjardim estão também apreensivas relativamente a esta situação, como declararam, mas espero que façam algo mais do que simples palavras. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Via Estruturante para o Concelho da Sertã e outras considerações

A Concessão do Pinhal Interior (que contempla, entre outros, a construção da ligação Cernache-Sertã via IC8, a requalificação do troço do IC8 Pedrogão Grande-Sertã, da EN 238 Cernache-Ferreira do Zêzere e a construção do IC3 Tomar-Coimbra) sendo que, segundo a comunicação social, a mesma, está a ser reavaliada pelo Governo para possível suspensão, parcial ou total, o que é lamentável, pois trata-se de uma região que ficou esquecida ao nível das acessibilidades desde o último Governo presidido pelo Prof. Cavaco Silva, não tendo assim, a Sertã, acompanhado a evolução em estruturas rodoviárias de outras zonas do país.
Ao longo dos últimos anos tem sido muito discutida a necessidade de um novo traçado para a EN 238 Sertã-Ferreira do Zêzere,  traçado esse que a Concessão do Pinhal Interior apenas prevê requalificar. Adicionalmente, e no que diz respeito ao IC8, será necessária, dentro de poucos anos, uma intervenção mais profunda do que esta Concessão prevê, mesmo que avance, como seja o aumento do número de faixas, para fazer face ao movimento que já tem e que irá ser maior com a conclusão do mesmo, é inconcebível que existam vários quilómetros seguidos sem possibilidade de ultrapassagem, por exemplo no troço Figueiró-Pontão, obras essas que serão bastante dispendiosas.
Porém, penso que, existem alternativas que devem ser exploradas.
O IC3 Tomar-Coimbra terá o seu traçado com perfil de Auto-Estrada, e está previsto passar perto de Alvaiázere, que fica a cerca de 20 km da Sertã (em linha recta). Assim uma ligação da Sertã ao IC3 iria solucionar muitos dos problemas de acessibilidades do Concelho, ficando facilitado o acesso a Coimbra, a Tomar e consequentemente a Lisboa, resolvendo de uma só vez os problemas que enumerei em cima, como o novo traçado da EN 238 e de uma requalificação futura do IC8 pelo que, esta seria uma via estruturante para o Concelho e para toda a região, com custos mais baixos e que muito facilitaria o desenvolvimento do Concelho da Sertã, e o escoamento dos seus produtos uma vez que os traçados existentes da EN2, com inclinações muito significativas ao longo de vários quilómetros, trazem enormes constrangimentos principalmente ao tráfego pesado. Assim sendo, o Município da Sertã deveria procurar parcerias, sobretudo, com os seus congéneres de Proença-a-Nova e Oleiros mas também com Alvaiázere, que têm interesse nesta ligação e que permitiria, para além de melhores acessibilidades, poupança ao país e utilização dos “poucos” recursos de uma forma mais proveitosa.
Quero aproveitar para felicitar todo o Concelho pela excelente adesão que teve à passagem da Volta a Portugal e para felicitar a ideia da Bicicleta na Rotunda da Eirinha que foi digno de uma Volta a França! Permitam-me apenas um reparo, o programa Há Volta trasmitido na RTP1,  não foi a meu ver aproveitado de forma conveniente para dar a conhecer a nossa região,   de salientar o número exagerado de artistas musicais de fora do Concelho, que ocuparam grande parte do tempo de antena que poderia ter sido usado para promover as nossas potencialidades. Notei a ausência das referências a Pedrogão Pequeno (Aldeia de Xisto), ao Castelo da Sertã,  ao Seminário das Missões,  à Estátua de D. Nuno Álvares Pereira, ou locais como o Trízio na freguesia de Palhais, imagens que em conjunto com as albufeiras que nos rodeiam seriam um bom cartão de visita! De lamentar foi a ausência dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, pois que, em outros programas do género  todas as coorporações de bombeiros existentes nos respectivos Concelhos foram tratadas de igual forma, de lamentar também a ausência de algumas Associações como os Centros Sociais das diversas freguesias do Concelho que prestam um serviço muito importante à população e tão válido como os mencionados no referido programa.
Concluindo, o que o espectador de fora do nosso Concelho observou foi a Alameda da Carvalha e pouco mais, tendo sido positivo as várias referências que a Sertã teve nos orgãos de comunicação social a nível nacional , ou seja, a Volta talvez tenha sido uma boa promoção para a Vila da Sertã mas não o foi certamente para o Concelho e como foi o Município a pagar a vinda deste evento, e não, a Junta de Freguesia da Sertã,  lamento que tal tenha sucedido. Creio que, numa próxima oportunidade, seria de explorar um programa mais amplo como acontece diariamente na RTP com o Programa Verão Total que tem transmissão durante todo o dia, e que penso que não envolve qualquer custo, permitindo promover o Concelho de uma forma mais abrangente.
Mais uma vez lamento ter de falar do Sertanense F. C. e da sua equipa B que foi criada este ano, equipa essa que já nem o Benfica, Sporting ou Porto têm, por considerarem inviável economicamente! Como já disse em reflexões anteriores, creio que a verba atribuída ao Sertanense é exagerada e que em vez da criação desta equipa B seria mais benéfico e mais descentralizador apoiar o regresso do Cabeçudo à 1ª Divisão Distrital! Pela positiva queria destacar as obras que têm sido levadas a cabo na freguesia do Troviscal, obras essas que só pecam por tardias.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Concelho não é apenas a Vila da Sertã

É com pena que constato que o concelho da Sertã perdeu 793 habitantes desde  2001 e que apenas a freguesia da Sertã ganha população relativamente aos últimos Censos. Sendo isto uma triste tendência que assola todo o interior é de salientar alguns factos. Existem várias freguesias deste concelho que perdem mais de 20% da sua população e a freguesia da Sertã assinala  um crescimento superior a 10%. Penso que a principal razão para este facto é a diferença de tratamento que existe entre a freguesia da Sertã e as restantes deste concelho, tem-se verificado nos últimos anos um excessiva concentração de actividades e de investimento público na freguesia da Sertã mais concretamente na Vila da Sertã, em detrimento das restantes freguesias do nosso concelho, visto que o Município parece esquecer que a sua missão não é apenas defender os interesses da  Sertã, mas sim do concelho no seu todo.  
Sabemos que atravessamos uma época de contenção económia e que as restrições orçamentais apertam mas é pena verificar que o despesismo, (na maioria das vezes pouco racional), continua. A não realização da FAFIC com a justificação de que a Câmara Municipal da Sertã está atravessar  dificuldades financeiras é de assinalar, por outro lado, a realização de um final de etapa da  Volta a Portugal, que penso que é de conhecimento público, acarreta grandes encargos financeiros, que são desnecessários e pouco úteis à maioria da população, e  dada a actual conjuntura, julgo não ser a altura certa para se entrar neste tipo de aventuras. Visto que para além de ser um despesa avultada em época de grande crise, creio que existem nesta altura obras mais urgentes e prioritárias para o nosso concelho, que este final de etapa da Volta a Portugal.
É também com algum desgosto e alguma surpresa que constatei que no programa de comemorações do feriado municipal em honra de D. Nuno Álvares Pereira (julgo que ainda se comemora em sua honra) não constava a já habitual cerimónia do hastear da bandeira junto à sua estátua em Cernache do Bonjardim, do agora Santo, algo que este executivo camarário, estranhamente ou não, também desaproveitou como forma de promover o nosso concelho e mais concretamente a esquecida vila de Cernache do Bonjardim, que também não teve direito a qualquer ponto no programa de comemorações do feriado municipal a não ser a realização da 1ª Mini-Maratona D. Nuno Álvares Pereira realizada por iniciativa do  Instituto Vaz Serra. Tenho a ousadia de questionar o executivo camarário da justificação para a não existência desta cerimónia, penso que a contenção orçamental não será certamente.
Foi recentemente divulgado o orçamento para as obras do estádio Dr. Marques dos Santos na Sertã no valor de 265 290 €, mais uma vez em época de crise nacional, penso que haveria obras mais urgentes no concelho e que poderiam proporcionar uma maior utilidade aos nossos conterrâneos do que a realização destas obras, como por exemplo a criação de uma incubadora de empresas, que seria um apoio ao desenvolvimento concelhio, à diminuição do desemprego e  à criação de riqueza e atrevo-me também a sugerir algo de inovador, que a criação desta incubadora não seja feita na Vila Sertã e sim em outra freguesia do nosso concelho, porque para combater a desertificação é necessário descentralizar recursos.
Para além da criação da referida  incubadora de empresas atrevo-me também a sugerir a criação de um incentivo à fixação de famílias e apoio à natalidade no nosso concelho como existe no Município  vizinho de Vila de Rei, e que se olharmos para os resultados dos Censos 2011 deu os seus frutos, para além disso creio que a criação de uma praia fluvial na parte oeste do concelho (tanto no Rio Zêzere como na Ribeira Sardeira), também seria importante pois existem excelentes condições naturais para a criação da mesma e penso que seriam um factor que contribuiria mais para o turismo regional que a final de etapa da Volta a Portugal ou a remodelação do estádio Dr. Marques dos Santos.
Aproveito para agradecer  ao jornal “A Comarca da Sertã” por esta oportunidade e para alertar a Câmara Municipal da Sertã que o Município não é apenas a Vila da Sertã e que se continuarem com a politica actual vai assistir-se à desertificação do resto do concelho e à concentração da população na Vila da Sertã que julgo e desejo, não seja a vontade de Vossas Excelências.